sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Avaliação da percepção visual em crianças: quais as novas respostas?

C o m u n i c a ç ã o   L i v r e

Resumo

 
Avaliação da percepção visual em crianças: quais as novas respostas?

Ana Isabel Ferreira
Patrícia Santos

Desempenhando funções numa sociedade cada vez mais atenta e havida de resultados expressos na funcionalidade, os terapeutas ocupacionais que intervêm com crianças com disfunções de integração sensorial e / ou perturbações da aprendizagem encontram um forte desafio quando pretendem avaliar a perceção visual e demonstrar o seu impacto no desempenho ocupacional.
A perceção visual é definida como as operações mentais que envolvem a interpretação e organização dos elementos físicos que compõem o estímulo, contribuindo para o “produto final” três níveis estruturais distintos: funções sensoriais básicas, representações percetivas e representações mentais elevadas (Hammill, 1999). Na mesma linha Brown et al, 2008 advoga que a perceção visual desempenha um importante papel em vários níveis de funcionamento da criança, podendo afetar negativamente o jogo, as atividades de lazer e as atividades escolares.
Tradicionalmente a avaliação desta função realizava-se de modo qualitativo recorrendo pontualmente a instrumentos quantitativos. Neste contexto e no decurso das suas atividades académicas, as autoras pesquisaram os instrumentos construídos mais recentemente neste domínio, tendo identificado o  Developmental Test of Visual Perception II (Hammill et al 1999) como uma mais valia, devido à sua abrangência (avalia através de 8 subtestes específicos o desenvolvimento geral da perceção visual, o desenvolvimento da integração visuo – motora e o desenvolvimento da perceção visual com reduzido impacto motor). Uma vez que este instrumento ainda não se encontra validado para a população portuguesa, procedeu-se à aplicação experimental a dois grupos de crianças de cinco anos de idade: 20 crianças com desenvolvimento típico e 10 crianças com alterações de desenvolvimento. Posteriormente procedeu-se à análise dos resultados, recorrendo a estatística descritiva e a estatística não paramétrica. Os resultados obtidos indicam a forte capacidade discriminativa deste instrumento e reforçam a necessidade da sua validação para a população portuguesa, pois a sua utilização na abordagem da terapia ocupacional poderá contribuir para a demonstração da eficácia da intervenção.
Palavras – Chave: Desenvolvimento da perceção visual, avaliação, Developmental Test of Visual Perception II

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